Sexta-feira, 14 de Novembro de 2008

Ensaio sobre a minha/tua/nossa cegueira

Achei que depois de ver o filme faria um post para gozar com este.
E podia...gozar com a mulher ao meu lado irritada e incomodadíssima com os miúdos quietos e indefesos à nossa frente (apesar dos comportamentos estranhos como rirem como quem ronca e passarem entre eles uma caixa de cereais como se de pipocas se tratasse), com a minha própria potencial cegueira ao estar tão perto do ecrã (acreditei que no momento em que a retina descolasse deixaria de doer e assim foi).
 

Mas enganei-me.
 

Depois de ver o filme - e apesar de a minha vida não ter mudado, como referiam algumas críticas - decidi que este teria de ser um post a sério no meu blog a brincar. O filme é muito diferente do que eu esperava (para melhor) e mesmo a realização, o jogo de sons e luzes provoca uma experiência única a ser disfrutada numa sala de cinema perto de si - não no conforto do lar com o filme sacado da net.

 

Primeiro: este não é um filme sobre invisuais, é um filme sobre a podridão humana em todos os sentidos. A miséria da nossa moral, melhor revelada em situações extremas como a que retrata o filme, mas que sabemos estar à nossa volta (e dentro de nós) todos os dias.

E a minha amiga V. (foste tu que começaste a nomenclatura por iniciais) desgostosa porque o filme não tinha mesmo uma história, dizia que se estivesse em casa este era o tipo de filme que a faria mudar de canal: porque há coisas que mexem com ela e por isso, prefere simplesmente não as ver...
É isso V.! É sobre isso que fala o filme! É para ti e para outros (e quem sou eu para fugir à regra) que preferem não ver. Não os que não podem ver: os que escolhem não o fazer ou os que prefeririam ter essa hipótese.

Não sei se diga (já dizendo) que é o melhor filme que já vi, mas prometo que é um filme como nunca viram. [a não ser que já tenham mesmo ido ver]

P.S.: Saramago, és um fixe.
 


 

feeling: com a retina descolada
by Té às 01:24

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3 comentários:
De Bomboca a 14 de Novembro de 2008 às 12:04
Este é um daqueles posts de que mais gosto no teu blog.
Gosto quando falas a sério porque a escrita ainda te sai melhor.

O filme é muito bom e mexe com a consciência das pessoas, com a minha mexeu pelo menos.

Bjinhos
De alentejana* a 14 de Novembro de 2008 às 15:07
Um filme do best! Mas não mexeu na minha consciência. Ninguém mexe na minha consciência!Eu... eu... acho que não tenho consciência.

ihih alerta tótó
De jls a 22 de Novembro de 2008 às 16:59
É de facto um daqueles filmes que não deixa ninguém indiferente. Atrevo-me a utilizar 3 palavras para o descrever. Incómodo, desconfortável e desconcertante. A não perder, sem duvida. Mas no cinema.

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