Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009

Oh, não! Mais um post do dia de S.Valentim!

Nada disso. Ou pelo menos, nada de tão comum como o arrulhar dos pombinhos apaixonados ou a amargura dos solteiros convictos.
Não acho nada mal este dia. Que o festeje quem pode e que o ignore quem deve.
Só que está na altura de desfazer o mito do mártir. Este devia ser apenas o Dia dos Namorados. Não o dia de S. Valentim.
 

Parece que o Sr. Valentim (nesta altura ainda não era santo) era um pelintra - fazendo lembrar outro Valentim, que é o Loureiro (GON-DO-MAR).
Não só um infiel à pátria, como um usurpador de identidades.

É que segundo consta, no dia 14 de Fevereiro, em Roma (onde tudo isto começou) já era feriado. Era o dia de Juno, a Deusa das Mulheres e do Casamentos, parece.
Portanto, para começar, o machista do Valentim, roubou-nos o gostinho de ter um dia que era apenas das mulheres e era até feriado nacional, para o substituir por uma data-comemorativa-nem-feriado, que é dele e dela, em partes iguais.

Era nesse dia também que se sorteavam (com os nomes em papelinhos) os pares para o Festival de Lucália, que começava no dia seguinte. Os pares definidos para o festival davam muitas vezes em amor e boda e vamos ser felizes para sempre - mesmo sem a santa intervenção de ninguém.

Só que quando começou a guerra - uma qualquer, que agora não sei - o imperador proibiu os casamentos e combinações que resultassem em tal sob pena de não ter homens que quisessem ir para a guerra.
O que eles queriam era ficar junto às suas moças - o que tu queres sei eu!

Vai daí, o sr. Valentim (que era padre, ou frade, ou uma dessas variantes religiosas) levava a cabo cerimónias clandestinas, unindo pelos laços do matrimónio os casalinhos que ansiavam pela ligação espiritual - mais uma vez, o que tu queres sei eu!

E para quê, sr.Valentim? Para quê trair o Imperador e depois morrer pelo seu crime, pergunto, se o facto de os jovens se casarem não impedia que o moço fosse para a guerra?
E eu respondo: para elas ficarem sozinhas. Viúvas ou simplesmente abandonadas. Á mercê da pena pública e impedidas de refazer a vida com alguém que estivesse mais presente ou menos morto que o respectivo que fora para a guerra.

E isto, festejamos nós.
Feliz dia de S.Valentim!

A história mais bem contada pode ser lida, só por exemplo, aqui.

 

feeling: desmancha-mitos
by Té às 10:30

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