Terça-feira, 12 de Maio de 2009

HOW to by Capuchinho Vermelho

Há ensinamentos que nos chegam das mais variadas formas. Nada substitui a experiência própria, mas há umas quantas coisas que é preferível aprender pela experiência dos outros que passar pelas situações em si.

Numa perspectiva meramente didáctica trago até vós os ensinamentos que sempre estiveram lá, mas estávamos demasiado ocupados com o restante cenário para reparar – os trazidos pelas personagens de desenhos animados.

Hoje é Capuchinho Vermelho quem nos dá a lição.

Em poucas palavras a história consiste nisso ela vai levar doces à avó, mas um lobo trapaceia-a, chega primeiro. Come avó primeiro e neta depois. Mas chega o caçador das redondezas para salvar o dia, matando o lobo e retirando as duas do seu ventre, inteirinhas.
Foi este o acontecimento que mudou a sua vida.

Capuchinho Vermelho ensina-nos:
Como esquecer uma experiência traumatizante.

Poucos sabem que ela é na verdade Chapéuzinho Vermelho, veio do Brasil há vários anos trabalhar para uma casa de alterne em Bragança, mas depois de um escândalo mudou de vida. Foi nessa altura que adoptou a nacionalidade portuguesa, adaptando o seu nome.
Tudo para esquecer o acontecimento acima descrito.

"Foi uma sorte" conta ela, enquanto tricota um cachecol para enfrentar as agruras do Inverno. Ainda hoje, não se habituou ao clima mediterrânico.
"Apesar de tudo, foi uma sorte. Não só porque o Sr. Vítor [o caçador] apareceu, mas também, e em primeiro lugar, porque o lobo não mastiga bem a comida".
Recorda como, sucos gástricos à parte, saiu quase ilesa do estômago do animal.

Depois do falecimento da sua avó, que, descobriu-se depois, sofria de diabetes, e da recusa de aperfilhamento do caçador, Capuchinha viajou para se afastar dos problemas.

É esse o conselho que ela tem para dar. NÃO evitar os problemas, mas uma vez que mais nada se pode fazer, tentar arrumar o assunto e tocar a vida para a frente.

Ainda hoje, quando passa à mata do Pedrogão, recorda esse episódio triste da sua vida.
Mas tenta sempre centrar-se nos aspectos positivos, como a maneira como o lobo ficava ridículo com a touca da avó.

Obrigada, Capuchinho Vermelho.

E parvoíces à parte, concordo (ou não tivesse sido eu a escrever) que é esta a maneira certa de agir: arrumar a cabecinha, seguir com a vida, e apenas recordar o que é bom (tendo já aprendido com o que de mau passou).
Não?


Próximo (ou não):

HOW TO by Noddy - Como envergar um lenço ao pescoço e continuar a parecer homem

Já editados:

HOW TO by Bela
- Como fazer a besta do seu namorado tornar-se num príncipe?

 

feeling: boa conselheira
by Té às 08:30

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