Sábado, 3 de Abril de 2010

A Estória da Traça

Agora que sei que ainda não desistiram completamente deste blog (como eu fiz - shame on me), deixem-me contar-vos uma estória que ilustra como tenho estado ocupada demais para me alongar com umas palavras aqui.

Bagagem

A correria do costume entre Lisboa e Leiria é garantida. Mas se eu antes trabalhava muito, agora esfalfo-me a trabalhar. Portanto torna-se ligeiramente mais difícil conseguir marcar hora para a viagem.

 

Saio tarde, corro para casa, acabo a mala. O relógio tic tac não pára. É hora de jantar e tenho fome, mas tenho de escolher: suprir a necessidade básica que é a alimentação ou chegar a horas ao Expresso para ir para Leiria ainda hoje. Não que esteja em dieta - correria o risco de desaparecer do mapa - mas optei pela segunda.

 

Não havendo tempo para jantar, visto o casaco trendy - que bem que me fica - pego na mala (entenda-se a de mão) e pego na mala (entenda-se a de viagem). A caminho da porta desvio para a despensa. Respiro fundo no espaço apertado, escolho um pacote de bolachas que me vai permitir sobreviver e sigo o meu caminho.

Há uns tempos descobri umas traças na despensa. Corri para o Continente. Queria um método inodoro para estar ao pé das minhas bolachas, mas ao mesmo tempo eficaz. "Que inovador" pensei ao ver aqueles cartões autocolantes. Prometiam eficácia. Cola-se na parede as traças são atraídas pela substância do cartão e ficam também elas coladas na outra face do referido.

BRLUM BRLUM fazem as rodas da mala. Como diz o outro, depressa que tenho pressa. E o metro que não chega. Cá está, finalmente. 
"Minha senhora, um bilhete com cartão de estudante" - desactualizado há anos, ninguém repara, ninguém mo pede sequer, mas o desconto é de um precioso euro, dois por semana, oito por mês.

Mala na bagageira, fila para entrar. Com licença. Desculpe. Lugar 16. Que bom, ainda não tenho ninguém ao lado no banco.
E finalmente descanso.

Não sei se já referi que os autocolantes funcionaram na perfeição. Experimentem! As traças desapareceram. Asinhas e traças inteiras coladas aos cartões que comprara eram a nova decoração da despensa.

Aliviada, largo tudo. Tiro o casaco trendy - que tão bem me fica e descubro a  terrível verdade. 
A m**** do autocolante das traças vem agarrado ao casaco trendy, que tão bem me fica. Andei pelas ruas de Lisboa, pelo metropolitano e estive na fila dos bilhetes. Depois na fila para entrar no autocarro. Tudo isto com um cartão autocolante com uma traça morta agarrada ao casaco.

i rest my case....

by Té às 14:18

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De teresa a 4 de Abril de 2010 às 21:29
LOL :)

provavelmente quem viu até achou que eram falsas e que era uma moda nova qualquer e até pensou em ir a correr comprar um casaco igual :P
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